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segunda-feira, dezembro 15, 2014

O PRÍNCIPE FELIZ


Quando eu era criança, minha Mãe me contou esta história, porém só mais tarde vim a saber que era um conto de Oscar Wilde.

 
Na mais central praça da cidade erguia-se a estátua do Príncipe Feliz. Era uma autêntica joia.
Um dia pousou aos pés da estátua uma formosa andorinha, que estava de passagem para o Egito. Era a sua última oportunidade, pois se havia atrasado ao querer convencer um junco a acompanhá-la na viagem. Mas o junco não pode separar-se da terra que lhe dá a vida, apesar do amor que o liga à andorinha...
Olhando com mais atenção para a estátua, a andorinha notou que duas gotas lhe molhavam a cara... Eram duas grossas lágrimas!
-Porque choras Príncipe?
-Pelos pobres da cidade, amiguinha. Há tantos! Quando reinava ninguém me contava nada do que sucedia, e os altos muros do Palácio não me deixavam ver. Mas desde que me colocaram aqui posso ver a pobreza e a miséria de tanta gente, e sinto-me angustiado. Queres ajudar-me?
-Estou de passagem para o Egito... -respondeu-lhe a andorinha.
Mas o Príncipe pediu-lhe tanto, que acabou por dizer que sim.
-Arranca o rubi da minha espada. Leva-o ali àquele casebre em frente. Lá vivem uns meninos pobres que não podem pagar o aluguer. Querem pô-los na rua... Impede-lo!
A andorinha arrancou o rubi da espada e levou-o ao casebre.
-Olhem, deixou-nos uma coisa.
-É uma joia. Podemos vendê-la e com o dinheiro pagar o aluguer da nossa casa. -disse a mais velha.
Voltando para junto da estátua, a andorinha disse ao Príncipe:
-Terminei Príncipe. Agora vou partir para o Egito.
-Espera um pouco, amiguinha. Há mais pobres na cidade. Leva uma safira a um escritor doente, que é tão pobre que nem pode pagar os remédios.
-Mas a safira é um dos teus olhos. Vais ficar estrábico se t'o arrancar.
-Não faz mal! Anda, vai ajudá-lo.
A andorinha voou até à arruinada cabana que o Príncipe lhe tinha indicado. E a safira serviu para salvar o velho escritor.
Havia mais pobres na cidade. A andorinha tinha que voar para o Egito, onde passaria o Inverno junto com as irmãs, mas o Príncipe pediu-lhe que tirasse a outra safira do olho.
-Se o fizeres FICARÁS CEGO!
-Não faz mal, andorinha.
Estava muito frio. O Inverno já se instalava. E a andorinha foi socorrer outros pobres. Arrancou uma a uma as lâminas de ouro da estátua. E quando acabou e dela já nada de valor restava, deitou-se aos pés do amigo. Não o abandonaria assim cego...! E numa noite ainda mais fria a andorinha morreu o que feriu profundamente o coração de chumbo do Príncipe Feliz.
Como a estátua sem os enfeites ficara muito feia, um dia baixaram-na do pedestal e levaram-na para uma fundição. Mas ao fundi-la verificaram que o coração de chumbo resistia ao calor mais elevado. Deram-no então a outro ferreiro, que também não conseguiu fundi-lo.
-Tragam ao Céu o coração de chumbo do Príncipe Feliz e o corpo da Andorinha - ordenou Deus, sorrindo.
-Nunca na Terra ninguém demonstrou tanto amor pelos pobres - acrescentou. -Por isso vão ficar eternamente a meu lado.
(Oscar Wilde)

quarta-feira, janeiro 21, 2009


Almas Gemelas


Un discípulo y su gurú estaban sentados junto a una fogata.

El maestro preguntó al discípulo : Que cosa te perturba, hijo mío?

Que bien que preguntas, maestro. Siento que he llegado al momento de partir a buscar mi alma gemela, aquella que habrá de ser mi parte perfecta, la Mujer mas linda del Universo.

El maestro le dijo: Así sea, hijo mío, mas recuerda que: cuando termine tu búsqueda, vuelve acá con ella.

Sin duda, maestro. Decretó será así.

Muchos años después, el discípulo regreso a ashram, solo y desanimado.

Cuando se encontraron, el maestro lo acogió afectuosamente y le preguntó por que búsqueda: Encontraste aquella que buscabas?

Si, querido maestro, la encontré. Encontré aquella con quien soñaba. Era en verdad una perfección de sueño, era la mujer perfecta...

Bien, hijo, donde está ella? Oh, maestro, que tristeza! Ella estaba buscando el hombre perfecto!!!


(extraído de EL ENIGMA DE LAS ALMAS GEMELAS, de Judy Hall)